terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Som na Sala!

Esse janeiro foi um mês de muitas parcerias felizes! Me uni a Mateus Rezende no projeto da Gafieira F. C. (daqui a pouco tem o resultado pra vocês verem e ouvirem por aqui...), conheci a galera do Tocavideos, do RockInPress e do Na Mira do Groove

E agora Daniel Terra e Vinicius Castro começaram o projeto Som na Sala! Eles vão produzir um vídeo por mês e a idéia é: 1 câmera, 1 microfone e 1 convidado. Eu fui a primeira convidada! Fiquei muito feliz em fazer esse registro de "Linha do Tempo", música minha e do Vinicius Castro que não entrou no disco, mas que é uma música muito fofinha! 

Essa é pra quem não acredita ou não sabia que eu toco violino!! 

Pra assistir, curtir, compartilhar e cantar junto!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

Um mundo em um click.

Pois é, essa coisa toda de escrever blog está tomando proporções inesperadas na minha vida. Agora quando encontro com pessoas conhecidas na rua, volta e meia alguém vem me contar do que leu, do que ficou sabendo sobre meu disco - e isso tem sido ótimo! Apesar de não ter muita gente comentando por aqui (a maioria dos comentários é no Facebook, onde divulgo bastante meus escritos), tem mais gente lendo do que eu imaginava.

Mas além desse efeito psicológico de me sentir uma "micro-celebridade", eu estou mudando totalmente a minha rotina de frequência na internet. A gente sempre está lendo por aí como os blogueiros são uma comunidade influente no meio digital. E eu nunca fui de ler muitos blogs, mas agora tenho feito isso para buscar inspiração, contatos e novas idéias - e acabei gostando de muito do que li. É muito bacana ver a quantidade de gente inteligente que tem por aí divulgando conteúdos culturais de qualidade. 

Além de saber como as pessoas ouvem e pensam música, eu estou descobrindo vários colegas de profissão que a vida cotidiana não me apresentou, mas que a vida virtual está me oferecendo a oportunidade de ouvir. E com certeza é muito importante para um artista estar em contato com a produção intelectual dos seus pares - tanto para entender o mercado cultural e encontrar seu público, quanto para trocar idéias e firmar novas parcerias, por que não?

Almocei ontem com o Daniel, meu produtor, e conversamos bastante sobre as idéias para este blog e o meu site oficial que está sendo reformulado e será lançado em nova versão junto com o CD. Ele me disse que já trabalhou com artistas que só aprenderam a fazer e pensar coisas que eu apresento a ele lá pelo terceiro CD e ele me perguntou: como é que você sabe tudo isso?

É  simples, eu aprendo observando e tive ótimos exemplos ao meu redor. Um deles é o Vinicius Castro, que já é figurinha fácil aqui nos meus textos. Ele tem um site super completo que ele mesmo programou e cujos conteúdos são produzidos por ele mesmo. Aprendi bastante com as experiências dele.

Outro grande exemplo para mim foi  a leitura do "Manual de Sobrevivência no Mundo Digital" do Leoni.
Isso mesmo, o ex-Kid Abelha e os Abóboras Selvagens (quem entende esses nomes das bandas de rock do Brasil dos anos 80?). O livro fala sobre mercado digital e como a internet pode ser uma ferramenta de difusão cultural - e dá várias dicas para o músico que quer usa-la a seu favor.

E aqui estou eu seguindo seus conselhos. 

Por último, não vou sugerir que você leia nenhum blog, afinal eu não quero concorrência. ( ha ha ha )

Tire um tempo das suas visitas inúteis à vida alheia no Facebook e faça o seguinte: pesquise no Google "Blog Sobre Música Independente" ou "Blog Sobre MPB" - e vá fundo.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Açaí, guardiã ou: feliz aniversário Djavan!

Resolvi aproveitar que hoje é aniversário do Djavan para falar um pouquinho sobre a minha relação com a arte deste que é o meu maior ídolo musical.

Durante muito tempo, eu fui uma daquelas pessoas que só conheciam o que eu chamo de músicas "Djavan Novelas".  Esse repertório de baladas românticas e músicas com pegada mais pop, apesar de ser composto e produzido com muita qualidade, nunca despertou minha paixão. Foi no meu último ano de faculdade que comecei a ouvir algumas coisas mais antigas e principalmente alguns sambas menos conhecidos do Djavan. E foi aí que fui envolvida pela sua música.

Procurei escutar a discografia completa e a cada novo disco que ouvia, surgiam novas pérolas - daquelas que nunca tocam no rádio. A maioria delas sequer tem regravações e a descoberta dessas canções foi para mim como uma caça ao tesouro.

As minhas músicas preferidas do Djavan são os sambas que têm aquelas melodias e harmonias riquíssimas que só ele sabe fazer, foram gravadas por músicos que davam aos arranjos um suingue incrível e têm letras que dizem muito de um jeito muito especial.
Aliás, pra muita gente ele é "aquele cara das letras malucas". Dizem até que "Açaí", uma das letras que mais causam controvérsias, foi composta pela junção de palavras sorteadas aleatoriamente de um saco de palavras... mas na verdade tudo isso é uma grande brincadeira. E, pelo menos pra mim, o modo como ele usa as palavras é de uma genialidade ímpar. Cabe a nós estarmos abertos a esse tipo de experiência diferenciada na relação texto-música.

No final das contas, a música de Djavan tem uma marca inconfundível - e é isso que eu mais admiro nele.

E foi exatamente uma canção que se encaixa no perfil das minhas preferidas do Djavan que escolhi para gravar no meu disco. Ela se chama "Lei" e foi gravada por ele no disco "Meu Lado", em 1986.

Neste disco, também foi lançada outra maravilha chamada "Beiral". Essa não entrou no meu disco, mas você pode conferir a minha versão desta música no vídeo abaixo, gravado ao vivo em 2010. Neste ano, meu vício pela música de Djavan acabou virando um show chamado "Luiza Sales canta Djavan", onde tive a oportunidade de compartilhar com meu público aquelas canções tão preciosas que quase ninguém ouve.


Pra terminar, deixo vocês com outro registro do show em que cantei só Djavan. Essa música é a primeira faixa do primeiro disco lançado por ele, em 1976. Esse disco é emblemático, uma estréia triunfal que emplacou sucessos que até hoje são parte dos seus shows - e estão entre as músicas mais queridas pelo público.

Espero que o meu primeiro disco também seja assim.

Com vocês, "Flor de Lis".


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais divulgação!

Olha que legal! O site especializado RockinPress divulgou também o vídeo de "Barco"!

Confira a matéria de Marcos Xi em: http://www.rockinpress.com.br/

Outra matéria bacana saiu no blog especializado Na Mira do Groove, escrito pelo jornalista Tiago Ferreira. No texto, ele fala um pouco sobre meu trabalho, sobre a minha formação e a expectativa pelo CD! 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Aula de artes ou: o design do disco.


Volta e meia a gente ouve umas histórias de produtores musicais doidões durante a mixagem pedindo pro engenheiro de som imprimir uma sonoridade mais "azul". Graças a esse tipo de pedido, em alguns casos, o engenheiro opta por usar o chamado "botão do produtor". Essa incrível ferramenta da tecnologia é basicamente um botão aleatório que não serve pra nada (geralmente localizado em qualquer lugar da mesa de som) - mas que tem um efeito moral incrível quando apertado. Depois é só perguntar "E agora, melhorou?". Imediatamente o produtor começa a ouvir aquele som "azul" que ele queria.

Ontem eu passei pela situação inversa: tive minha primeira reunião com o designer que vai fazer a arte do disco, do site, a fan page e também reformular este blog que você está lendo agora. Sei que esse fundo salmão não diz muita coisa - mas foi o melhor que consegui com meus rasos conhecimentos de edição de html.  
O caso é que eu ainda não consigo fechar os olhos e imaginar a capa do disco. Quando se tratou de decidir como seria o som do disco, eu tinha certeza de absolutamente tudo, nos mínimos detalhes. Mas na hora de criar uma imagem pra esse som, fico completamente sem idéias. E aí entra o trabalho do designer. Tivemos uma reunião longa ontem onde eu falei tudo sobre o disco, ouvimos algumas coisas e enchi a cabeça dele de adjetivos. E o trabalho dele agora é transformar esses adjetivos em uma imagem, cores, ilustrações, tipografia... Difícil, né?

Espero que ele tenha um botão pra apertar quando eu disser que quero uma cor com mais "groove".

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A procura da felicidade.

Esses dias vi pela enésima vez, graças à repetitiva HBO, o filme "A procura da felicidade". Aquele com o Will Smith e seu filhote fofo - bem antes de se tornar o karate kid que não preencheu o espaço que Daniel San deixou em nossos corações.
Acho que a emocionante história real desse filme mexe com todo mundo que já sonhou alcançar alguma coisa. E como eu tenho estado uma manteiga derretida sensível nos últimos tempos, me fez chorar mais uma vez.O grande momento desse filme (sim, eu vou contar o final) é quando ele consegue o que lutou tanto para ter e diz que aquele pequeno momento de conquista era a felicidade.

Você deve estar se perguntando: por que diabos essa garota resolveu fazer crítica de cinema a essa altura do campeonato? Será que acabou o assunto do blog?
Tenha calma, vou chegar a algum lugar com tudo isso.

Bem, ontem eu liguei pro meu namorado umas 3 vezes só para dizer o quanto eu estava feliz. Parte do ataque de felicidade foi causada pelo belíssimo vídeo lançado ontem no Tocavideos, outra parte pela reação positiva dos amigos ao assistir o vídeo. E a parte mais importante: a música que estou cantando no vídeo é a primeira em muitas coisas. Foi a primeira que eu compus, a primeira parceria com Vinicius Castro, a primeira a entrar no repertório do disco e a primeira a ser divulgada e ouvida pelas pessoas antes do lançamento do disco - e, pelo que entendi, ela conquistou alguns corações.

Dizem por aí que hoje em dia, é só botar entre aspas e colocar um nome ao lado, que a citação ganha credibilidade. Pois bem, entre as pessoas que compartilharam o vídeo no Facebook, teve gente citando a letra entre aspas - e eu me senti o máximo.Vamos combinar que isso já é motivo suficiente para ter ganas de pular na cama e bater palminhas para si mesmo (coisa que eu fiz ontem, sem vergonha nenhuma de estar sendo completamente imbecil).

Pra resumir: senti exatamente a felicidade que o Will Smith retratou no seu filme. E mal posso esperar para ver o disco nas prateleiras das lojas, fazer shows de lançamento, ouvir as músicas no rádio...até o fim desse projeto sentirei muitas felicidades diferentes.

(Pra você que não entende porque um vídeo me fez tão feliz, assista no post anterior e fique feliz também.)