domingo, 1 de janeiro de 2012

Um disco: por que fazer?

Minha primeira noite de insônia de 2012 tem um motivo: faltam apenas 8 dias para as gravações do meu primeiro disco. A ansiedade que vem me acompanhando nos últimos meses agora se transforma em noites mal dormidas, falta de atenção para qualquer assunto que não esteja relacionado ao disco e, é claro, alguns quilinhos a mais que ganhei comendo para me acalmar. 

Pois eis que em um desses momentos "penso-logo-não-durmo", surgiu a idéia de fazer um blog que seja um diário de bordo deste processo de produção. Este espaço serve para dividir minhas aflições, contar fatos inusitados e, é claro, deixar todo mundo curioso para ouvir o resultado final. ˜Luiza e o Disco" é para leigos e músicos, amigos e público. 
E, para começar, a pergunta mais importante: 

Um disco: por que diabos fazer um ? 

Tudo começou há pouco mais de um ano. Era o fim de 2010 e eu havia acabado de me formar na faculdade de Licenciatura em Música da Unirio. Vi um mundo enorme à minha frente e era bem diferente das minhas expectativas. Entrei na faculdade querendo ser professora e violista (sim, viola, aquela da orquestra). Saí de lá querendo ser cantora. 
Em 2011 me envolvi com projetos de educação musical, música vocal (meu querido Ordinarius, grupo vocal com o qual também estou gravando um disco) e as famosas "gigs" por aí. Mas quanto mais eu trabalhava em diferentes áreas da música, mais crescia a vontade de ter um trabalho para chamar de meu. 
Comecei a me aventurar na composição e me vi num meio musical efervescente (palavra que está na moda mas sempre me lembra Eno e Redoxon), cheio de amigos gravando e produzindo seus discos, com compositores talentosíssimos e músicos muito especiais. 
Essa maré me deu coragem para fincar o pé nessa idéia maluca de gravar um disco e lá fui eu. Passei o ano conversando com amigos músicos, pensando, fazendo escolhas. E tudo isso acabou se transformando numa profunda (e nem sempre agradável) jornada de auto-conhecimento. Gosto de pensar no que estou vivendo como um parto de mim mesma. Todas as escolhas relacionadas ao disco estão ligadas a quem eu sou e quero ser como cantora, musicista e pessoa. Espero que o resultado esteja profundamente impregnado das minhas convicções e mostre quem eu realmente sou. 

Mas, cortando o blá, blá, blá de mulherzinha e acabando com o clima ˜Comer, Rezar, Amar˜, quero dizer que fazer um disco não é só uma questão de realização pessoal. No mundo de hoje a música está na internet e as gravações podem ser feitas com equipamentos e softwares acanhadíssimos sem sair de casa. Ou seja: todo mundo pode ser músico, produzir musicalmente, divulgar seu trabalho e ter público a partir do seu próprio material. E com tanto material sendo divulgado por aí, é impossível entrar no mercado sem um registro de qualidade da sua música. 
Vejo este disco como um cartão de visitas sonoro, como uma credencial para a entrada no mercado musical e como o início do que eu espero que seja uma carreira feliz. 

Assim, cheio de planos, 2011 acabou. Nesse ínterim, fui demitida de um emprego, contratada para começar outro em fevereiro... e janeiro foi o momento escolhido para realizar as gravações do disco. Não pode haver projeto de férias melhor do que esse! 
Vou começando 2012 com o pé direito. E com tudo! 

4 comentários:

  1. Você tem tudo que é preciso pra fazer um disco: voz (fundamental, mas quantos por aí esqueceram esse quesito, né não?), coragem, determinação e bom humor (importante pra tudo nessa vida!!!) vai com tudo!!! ;)

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  2. Vai fundo, gata! Você é talentosa para caramba, isso é fato. Onde quer que a vida te leve, sua carreira será bem sucedida e feliz. boa sorte! bjs

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  3. Não basta ser linda? Não basta ser uma super cantora? Não basta ser uma professora maravilhosa? Não basta ter todos os talentos? Ainda escreve pra caramba? É isso aí, Luizaaa!!! Arrasando sempre! Que venha 2012! Muita felicidade sempre! Mil beijos

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